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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, São Conrado, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Livros, Música
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Novela do Divã - Patrícias
 

FIM

Lucas tentou relacionar-se com outras garotas.
Fez músicas, poesias e textos brilhantes que empolgaram corações de mulheres de várias idades.

Porém, vivia triste; certo que que Patrícia era a mulher de sua vida. Não tinha motivação nem para beijar outros lábios. E quando acontecia, pensava em Patrícia.

Entre os dois, um clima de amizade. Lucas até tentou conversar com sua amada sobre outras meninas. Falso! Claro, ela não gostava de ouvir, nem ele de falar. Mas, era uma forma de esquece-la. Entender que Patrícia seria apenas uma amiga.

Ela estava bem casada. Arrependeu-se do envolvimento antes com Lucas. Amava seu esposo como nunca amou outro homem. Ambos frequentavam a igreja aos domingos.
Tiveram muito filhos.

Lucas torneou-se um cineasta bem sucedido. Viajou várias vezes à Cannes e escreveu mais dez roteiros premiados.
Conseguiu a cadeira titular de Documentário na UFF (Niterói), além de viajar toda semana a São Paulo para ministrar aos alunos da Universidade Mackenzie.

Montou dois apartamentos. Um em Niterói e outro no bairro do Brooklin, em Sampa. Não casou. Resistia ao assédio das alunas e outras professoras.

O retrato que tirou de Patrícia em 2003 ainda estava em suas coisas.

Em 2027, Lucas caminhava pela Av. Faria Lima, no bairro de Pinheiros, na capital paulista. Entrou numa rua e chegou a uma praça, parecida com aquela que ele e Patrícia se encontravam no Rio. Sentou. Observou as pessoas que passeavam com cachorros.
De repente, uma senhora, com muito charme veio em sua direção. Ao cruzar os olhares, a Terra parecia parada. Lucas e Patrícia se encontraram mais uma vez.

Sem qualquer troca de palavras, se beijaram. O amor foi embaixo da copa da árvore, numa intensidade a dar inveja a qualquer adolescente.
Resolveram que ficariam juntos. Que nada os separariam.

Lucas agradecia aos deuses.

 . . .


Horas depois, ele acorda numa cama no Hotel Serra Azul em Gramado. Seu sorriso era largo e satisfeito. Sua alegria poderia ser percebida por qualquer pessoa que cruzasse seu caminho a milhares de distância.

Percebeu que estava nu, muito animado e sozinho. Acordou de um sonho. Era agosto de 2004. Patrícia não existia. Nunca existiu. Foi apenas fruto da imaginação do rapaz, que um dia acreditou que poderia existir alguma pessoa tão bela quanto Patrícia.

Lucas sabia, que qualquer mulher era digna de todo o respeito. Porém, tal tratamento teria de ser incondicional. Afinal, mulheres não gostam de rapazes educados e cavalheiros. Preferem os brutos.



 Escrito por Théo às 18h11 [] [envie esta mensagem]