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Capítulo XXXVII
Lucas ligou para Patrícia, que o tratou mal.
- Não tem explicação, Lucas. Esse seu jeito de bom-moço quase me enganou. - Patrícia, me entenda, caramba. Poxa, estou na sua! - Na minha, na da Juliana e de sei lá quantas mais! - Que é isso?! Me respeite! - Não posso acreditar que estejas falando em respeito. Cresça, Lucas. Cresça! - Foi uma confusão. Posso explicar. - Claro, já esperava esta frase. MAs, tudo bem, você está certo. Eu que fui tola. Ai que raiva, droga! - Não foi tola... - Eu sou ! - Não, não é. - Desculpe-me, mas não posso mais falar. Tchau - Espere...
Patrícia desligou o telefone.
Lucas estava inconformado. Seus pensamentos eram exclusivos em Patrícia. Desde o primeiro minuto que ele levantava ao último antes de dormir, sem contar os sonhos constantes. Ele estava apaixonado, não olhava para outra menina. O tal bilhete enviado à Juliana foi uma brincadeira proposta pelo amigo em Gramado.
Lucas ficou triste. Pegou o carro e foi para a faculdade. Lá encontrou seu amigo:
- Mané, Mané, tu não sabes que rolou ...
Contou a história toda. Manuel ficou chocado e derreteu-se a pedir perdão.
- Esqueça, meu amigo. Precisamos remediar. Olha só, trouxe um gravador. Você poderia gravar um depoimento explicando o que rolou em Gramado? - Claro, Lu.
Gravaram.
Lucas, do telefone público, ligou para a Assessoria. Patrícia atendeu seca.
- Paty, escuta só ...
Ela ouviu pacientemente. Teve vontade de chorar. Sua cabeça latejava. Sua vontade era terminar o noivado e ficar com Lucas, mas tinha medo. Sabia que o rapaz não tinha mandado o torpedo à Juliana por mal. Ela confiava nele. Gostava dele. Desejava que ele fosse mau-caráter, mas ele não era. Sentia que era querida por Lucas. Faltava um pouco mais que um mês para seu casamento. O mundo parecia desabar.
Ao chegar em casa, Patrícia, depois de abraçar sua mãe, chorou. Sabia que tinha de casar. Que não poderia mais encontrar Lucas. Mas, não deixava de pensar nele. Ela teve medo. O noivo dela era um cara legal, centrado. Mas, não podemos decidir o pensamento do nosso coração.
"Não podemos impedir que um passarinho pouse em nossa cabeça. Mas, decidimos se ele fará ninho".
. . .
No outro dia, Lucas resolveu marcar um encontro. Foram ao Shopping Rio Sul, em Botafogo. Ela resolveu acreditar na versão do rapaz. Os dois conversaram muito.
Lucas resolveu acompanhar Patrícia até o ponto de ônibus. Se abraçaram. Ele resolveu se afastar. Sabia que não poderia resistir e poderia beija-la. Patrícia não entendeu a atitude de Lucas. Queria beija-lo.
Na cabeça dele, um sentimento de culpa pelo noivo de "sua deusa".
Sem chance: O BEIJO ROLOU.
Lucas ficou extasiado pelo beijo da garota. A química era impressionante.
O ônibus chegou ...
Escrito por Théo às 20h21
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