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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, São Conrado, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Livros, Música ICQ - 79011768
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Capítulo XXII
O beijo seria inevitável.
Numa agilidade de pensamento, Lucas lembrou que Juliana era sua amiga. Pensou também em Patrícia, e teve uma postura de fidelidade aos seus sentimentos;
Deu um longo abraço em Juliana e começou a chorar. A garota ficou preocupada. Tentou beija-lo. Ele virou o rosto. Amava Juliana como amiga. Não concordava beija-la, mesmo com desejo, se seu pensamento aprisionava a imagem de outra pessoa.
O final da viagem foi em silêncio. Não comentaram o assunto. Ficaram duas semanas com conversas limitadas ao essencial.
. . .
Até que, ao final do mês de fevereiro de 2003, Juliana convidou seu amigo para a pré-estréia do filme "A Morte", no Espaço Unibanco, em São Paulo. Tinham passagem de avião e hotel reservado.
Lucas e Juliana experimentariam algo maravilhoso e súbito na Terra da Garoa. A última noite dos dois: E a melhor! Pelo menos a mais diferente.
Escrito por Théo às 19h26
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Capítulo XXI
Juliana desejava Lucas. Achava que o garoto seria o companheiro ideal. Gostava de caras altos e engraçados. "Ele é meigo. Fofo. Meu corpo o deseja" - pensou Juliana.
Apesar da lua cheia, Juliana e Lucas estavam longe do campo de visão dos demais jovens de Trindade.
Ambos estavam ofegantes. Não desviavam o olhar. Juliana percebeu que, discretamente, Lucas mirava seu colo. Por sua vez, o rapaz percebia que ela não tirava os olhos de sua boca. E ainda mordia os próprios lábios.
Além da respiração, a sensação era de vácuo. Lentamente se aproximaram. Lucas acertou a postura, inclinou o corpo e sentia o hálito de sua amiga.
Escrito por Théo às 19h17
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Capítulo XX - Virgindade
No Google de nada adiantou digitar "Patrícia + Gramado + ... ". Lucas não deixou de pensar um só dia na Patrícia do Bar Bohemia. Para complicar, a cerveja preferida do rapaz era a mesma do bar promocional da AmBev, nas serras gaúchas.
"Onde será que ela mora", tentava decifrar Lucas. "Ela tem jeito de moradora de Jacarepaguá ou qualquer bairro da zona oeste carioca"
Existia a esperança de encontra-la pelas ruas ou prais da cidade. Só a esperança.
. . .
Lucas e Juliana se encontravam sempre. Às vezes na produtora. Sempre no remo. A beleza da garota era única. Uma menina perfeita de corpo e alma. Só que Lucas não conseguia ve-la como namorada, esposa ou seja lá o que for.
Juliana começou a demonstrar um certo ciúmes pelas amizades femininas - que não eram poucas - de Lucas. O jovem estava preocupado apenas com sua profissão e faculdade. O final do sexto semestre estava puxado.
Virada do ano. 2003 prometia!
Janeiro em férias com Juliana na praia de Trindade, em Paraty. Mergulharam, surfaram, trocaram "papos cabeças"; defenderam o comunismo. As brincadeiras já eram íntimas, como dois irmãos.
Beberam mais do que podiam num lual. Sob o luar cheio, Lucas carregou Ju no colo por quase 40 metros pela areia da praia. Caiu em cima dela. Muitas risadas.
De repente, o olhar dos dois se cruzaram e permaneceram um no outro. Lucas ficou perdido nos olhos verdes provocantes de sua amiga; pensou: "Meu Deus, que mulher. Ela é perfeita. Dos pés a cabeça. O suor dela tem cheiro suave. As mãos são macias, sem calos; divinas. O toque dela é mágico. Nunca encontrei alguém tão inteligente. Os lábios dela são demasiadamente fartos e tentadores. Deve beijar como ninguém. E mais, que mulher neste mundo pode ser mais legal que ela? Não é consumista, apesar da grana; Gosta de brigar pelos menos favorecidos. Deus meu, Deus meu, que faço longe dela????
Taí, estaria disposto de perder minha virgindade aqui, nesta praia. Agora!
Escrito por Théo às 19h07
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Capítulo XIX - O contato
- Oi – respondeu Patrícia disfarçando o entusiasmo. - Meu nome é Lucas. Talvez você já saiba. - É, sei sim.
Lucas se sentiu sem graça. A garota, com o olhar, tinha demonstrado interesse. Mas, se mostrou distante durante o breve diálogo. “Mulheres” – concluiu Lucas.
- Para você – Ele entregou o bilhete. - Obrigada. – Ela guardou o bilhete, enquanto observava o Rapaz sumir pelas ruas geladas de Gramado.
Patrícia achou o rapaz interessante, porém um pouco estranho. Sentiu-se atraída e, talvez, um pouco decepcionada pela falta de atitude do rapaz.
Lucas embarcou para São Paulo, onde participaria da Mostra Internacional de Cinema e Vídeo. Depois, voltaria para a Cidade Maravilhosa.
Durante o vôo, Patrícia foi protagonista nos pensamentos de Lucas. Ele criou expectativas: ”Será que ela vai me escrever? Como pode existir alguém tão atraente?” Também imaginou cenas de um possível encontro dos dois no Rio.
O Air Bus pousou no aeroporto de Congonhas. Lucas pegou um Táxi para o Espaço Unibanco, na região da Av. Paulista.
Assistiu a alguns curtas, dentre os quais o documentário Como se Morre no cinema, de Luelane Loiola Corrêa, sobre o Longa VIDAS SECAS de Nelson Pereira dos Santos. O filme foi vencedor em Gramado e teve boa aceitação do público paulistano.
Até o final de 2002, Lucas checava seus e-mails com esperança de encontrar algo de Patrícia. Nada! Não sabia para qual assessoria a garota trabalhava. Fez pesquisas na Internet, com amigos: Sem sucesso! Será que o sorriso e o olhar que o atraiu no Sul eram ilusões? Juliana, meio enciumada, achava que sim!
Lucas e Juliana colocaram em dia as novidades e aventuras vividas no mês de agosto, durante um passeio na Baía de Guanabara. A amizade estava cada vez mais forte. Assim como a saudade que Lucas sentia de Patrícia, a carioca com sotaque paranaense que brilhou em terras gaúchas.
Escrito por Théo às 10h54
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Capítulo XVIII
A passagem de volta estava marcada para sábado de manhã. Lucas acordou, arrumou sua mala e já pensava nas conseqüências de seu último dia em Gramado.
A Sexta-feira estava ensolarada e fria. O pensamento vagava pelo Bar Bohemia, na incomparável beleza de Patrícia. "-Saco, por que não consigo conversar com aquela garota." pensou Lucas, que já questionava se realmente respeitava as mulheres ou era demasiadamente tímido. Talvez as duas coisas.
Depois do almoço, Lucas passou pelo Bar Bohemia e conversou com o segurança, que perceberam o interesse do rapaz pela garota do sorriso vistoso. Pelo local passou um tal de André, aparentemente colega de trabalho de Patrícia, que parou para conversar à porta do Bar Bohemia.
- Você gostou dela, né?! Lucas fingiu não entender a pergunta súbita de André. - De quem? Ah tá, da Patrícia. É, ela tem jeito de ser super gente fina.
Da conversa, Lucas soube que Patrícia trabalhava numa assessoria de comunicação no Rio. O que era estranho, pois a garota tinha sotaque paranaense.
Ele ficou sem graça com a percepção de André. Desconfiou que Patrícia poderia ter comentado que uma rapaz com jeito de estudante, não parava de "seca-la" no Bar Bohemia. Lucas se sentiu um objeto de chacota. Por outro lado, o fato poderia contribuir para ele, enfim na última noite, puxar papo com Patrícia.
Por volta das 19 horas, Lucas já estava no Bar Bohemia. Patrícia não demorou a aparecer. A troca de olhares foi inevitável, mas com maior intensidade.
Cercado de "xerifes", ele pensou em alguma forma de se aproximar dela. Resolveu que não entraria no Palácio dos Festivais para a última noite de exibição.
Evitou tomar Bohemias, poi percebeu que Patrícia não bebia, apesar de não sair do Bar montado pela AmBev; e para quem não bebe, o cheiro de cerveja poderia ser um incômodo.
Impaciente, Lucas começou a escrever bilhetes. Rascunhou e rasgou vários. Até que resolveu usar uma bolacha (sob taça) de Bohemia como torpedo e escreveu algo similar a:
"Uma bela cidade; Cerveja maravilhosa; Uma linda garota"
Anexou um cartão. Levantou-se; caminhou na direção de Patrícia que o mirava...
- Oi.
Escrito por Théo às 11h36
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