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Capítulo VII
Manuel e Marcelo ligaram para Lucas e o convidaram para uma Pizza. Lucas contava sobre suas aventuras no nordeste em janeiro. Os três estavam empolgados com a volta as aulas.
Patrícia correu ao ver o amigo e o recebeu com um abraço apertado.
- Lucas! Como você tá lindo, Cara! Que cor é essa? Show !
O estudante ficou encabulado. Ficou feliz por rever sua amiga e sentir o perfume dela.
- Oi Linda! Que saudade. Você está ..., desculpe-me, você é linda! - Lucas sacou do bolso o chocolate preferido da garota, que ficou feliz! - Valeu, Lu. Você não existe!
A amizade do quarteto cresceu. Continuavam arrasando nos trabalhos acadêmicos. Oswaldo, namorado de Patrícia, viajou a trabalho para o Paraguai, onde ficaria seis longos meses.
Neste período, a amizade entre Patrícia e Lucas cresceu. Eles estudavam juntos na Biblioteca. Ele a acompanhava todas as noites até o carro. Aos finais de semana, aproveitavam para ver alguns filmes alternativos. Patrícia tinha um fusquinha 1960 azul. Lindo, todo conservado. Para evitar problemas com o namorado, Pat´rícia levava sua irmã caçula Nathália nos encontros.
Fora o contato diário, Patrícia e Lucas passaram a se comunicar pelo o MSG - serviço de comunicação virtual do Hotmail. Passavam horas à frente do computador.
Brincadeiras do tipo "paquera" se tornaram inevitáveis. Elogios mútuos e algumas investidas se tornaram habituais - apenas pela NET.
Até que, do nada, Patrícia escreve algo mais ousado: (linguagem de chat)
- Lu ? - Estou aki. - Ah tah !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Posso fzer 1 pergunta ousada? - manda ... - ... - Manda !!!! - num sei ... - que foi Paty ? - então ... - fala? . OPS! ESCREVE. hehehehe - Lu, vc me daria um beijo como amigo? - hahahahahaha. NA BOCA? hahahahahaha - é. - Vc está falando sério? - Claro, Lu!!!! - Que pergunta !!! - Já respondeu? - Sei lá, Paty. Acho que sim. - Acha? - Sim, ué. Pq? - Sei lá... só p saber. - beleza! - Podemos dar um, né? - Patyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy ??????????????? - que foi? - eu pergunto q foi? - ué, é sério! - Vc é louca? - sou! E aí? - E seu namorado, maluca? - Está no Paraguai. - não ... - hahahahaha. Entendi !!!! Lembre-se, não tem problema. Beijo de amigo ... - beijo de amigo é ótimo! - E então ????? - Não! - Não? - Sim! - Qdo? - Vc estah falando sério? - Como nunca! Quero te beijar. Só pra saber como é. somos amigos, certo?! - Certo .... - hoje? - não .... - Não? - Sim! - Então, onde? - Não! - Não? - Sim, mas na segunda. Depois da segunda aula. - perfeito! Lu, agora preciso dormir. - Tá, Pá. Boa noite! - Boa noite, amigo. Beijo na boca! - outro ... - hahahahahahaha
"Cine Paty" desconectou !
No final de semana, Lucas tentou não pensar no assunto. Jogou bola, foi ao cinema sozinho; surfou.
Na segunda-feira, Patrícia o cumprimentou de maneira normal. Sem olhares ou sorriso. Lucas achou estranho. Talvez ela esquecera ou tivesse se arrependido. Enfim, ele achou até melhor.
Durante a aula, de repente, ela pegou a mão dele, escreveu: É hoje! e colocou uma embalagem de bombom com um nó no meio. Olhou para o rapaz, piscou e sorriu.
Pela primeira vez, Lucas teve vontade de beija-la. Não prestou mais atenção na aula e tentou se auto convencer que não seria "mancada" comOswaldo, namorado de sua amiga.
O professor dispensou a sala. Patrícia e Lucas caminharam até o mini-auditório do Campus. Ele estava sem graça. Ela muda!
Entraram!
Escrito por Théo às 18h15
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Capítulo VI
(procure os capítulos I,II,III,IV e V nos posts anteriores ou no LINK ao LADO)
Grandes festas foram programadas para a virada do ano 1999/2000, principalmente no Brasil, que comemorou 500 anos do seu descobrimento.
O Rio de janeiro estava todo enfeitado. O calor de verão, apesar do El Niño, atraiu muitos turistas para a cidade. Anna Patrícia ou simplesmente Paty, desfilava no deck da piscina e fazia brincadeiras Lucas. O primeiro beijo dos dois aconteceu na sauna do prédio. A garota apareceu com um gelo e ofereceu a Lucas. Só que ela segurava com os lábios, para provocar o rapaz, que, numa tarde, cedeu.
Lucas não gostou muito do beijo. Achou que a garota não tinha experiência. Porém, outro beijo não tardou. Desta vez foi na escada rolante do Shopping Rio Sul. Porém, além da pouca idade, ela era mais uma Patrícia, o que assustava o jovem.
Para complicar a histórias com as Patys, Lucas conheceu uma caloura diferente: Bonita, inteligente, simpática e com um discurso comunisca como poucos. Patrícia decidiu fazer cinema na faculdade de Comunicação da UFF. Quando começava a falar, os demais silenciavam, como um pacto para não perder o manuseio perfeito da língüa portuguesa. Lucas não se interessou pela "bixete" Patrícia no sentido "homem-mulhe" (paquera), mas apenas pelo carisma da garota: cativante!
Ficaram muito amigos. Lucas despertou um pouco de ciúmes no namorado da garota, Oswaldo Kolch. Filho de dono de farmácia, dois anos mais jovens, que tentava vencer os vestibulares. Porém, os três ficaram amigos. Principlamente Patrícia e Lucas. Os dois se entendiam. Gozavam de muitas particularidades e semelhanças. Curtição mútua.
Lucas resolveu mudar de curso. Resolveu fazer cinema. Eliminou algumas matérias, protelou seu diploma. Para estudar com Patrícia, resolveu parar um semestre. Voltou em agosto de 2000. A amizade cresceu.
Ela partilhava as brigas com o namorado, problemas de família e até a TPM. Lucas se mostrava muito paciente e companheiro. Os trabalhos dos dois eram os melhores da sala. Neste meio tempo, Manuel - um jovem comunista de 17 anos - e Marcelo, juntaram-se à dupla. Os quatro se divertiam muito.
Lucas ligava semanalmente para seu amigo Jota, de São Paulo. Contava todas as novidades e falava muito sobre Patrícia. O amigo paulistano acreditava que Lucas estava apaixonado por sua, agora, colega de turma.
- Fala Sério, Luquinhas? - Que é isso, Rapá?! Você me conhece, Jotinha! - Então Meu, na boa, acho que você gosta dela e ela de ti. - Não é isso, bro. Nada disso. - Meu, se liga, carinha ... não existe amizade entre homem e mulher! - arriscou Jota. - Nada a ver, Jotinha. Não viaja. - Belê. Pode escrever. - Falô! Falô. E a Rachel, como está? - Então, ela está bem. Estuda pacas. E o pior, ela não vem para Sampa a duas semanas. - Putz! na boa, não entendo... Viaja para lá! - Ixe, meu, São Carlos não rola! - E seus irmão? - Beleza! - Falou , Jotinha. Vou nessa, Rapá. Cuide-se. - Beijão.
Jota era amigo de infância de Lucas. O paulistano passava as férias escolares no apartamento da tia, no prédio de Lucas, em São Conrado. A última vez que se viram, foi em 1991, quando Jota visitou o Rio com Alex e Daniel, ambos de São Paulo. Mas, foi um encontro rápido. Fora a altura, não tinham mais nada em comum. Lucas era mais magro, com os olhos verdes. Jota falava alto e gesticulava bastante. O carioca era mais reservado. Apesar da distância, Lucas gostava de confidenciar com o amigo.
Lucas pensou no que disse Jota sobre o envolvimento com Patrícia. Não queria concordar!
Nas férias, Lucas viajou para o Nordeste. Pensou muito em Patrícia. Começava o ano de 2001: Um novo século; uma velha história.
Escrito por Théo às 18h15
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Capítulo V
(Procures os capítulos I,II,III e IV nos POSTS anteriores ou no link ao Lado)
...
Lucas, meio sem saber o que acontecia, beija Patrícia. Um beijo rápido, porém mágico. Muito gostoso. Eles pegam o lanche o voltam para o carro. Sylvia, no banco de trás, dispara a falar e não percebe os olhares dos dois.
No jogo, Lucas percebia que Patrícia o observava; por isso, ensaiava um estilo de craque. Quando fez um gol, com o dedo indicador, dedicou o gol à bela chefe.
Depois da ducha, Patrícia tinha sumido. Lucas achou estranho. Fernando disse que Patrícia pegou carona com Marcinho.
Lucas achou estranho a atitude da moça.
Chegou em seu apartamento, dedilhou o violão, voltou para a garagem e foi até o prédio de Patrícia. Tocou o interfone. Ela desceu com cara de sono. Ele, sem falar uma palavra, cantou e tocou a música "Você", do Tim Maia. Patrícia chorou. Sem dizer uma palavra, deu um selinho no rapaz e subiu.
Lucas não dormiu.
No dia seguinte, Lucas chegou ansioso ao departamento. Patrícia estava sorridente e animada. Brincava com todos e tratou o garoto bem, porém igual a todos. Ele ficou sem entender. Deu um jeito para ficarem a sós. Perguntou se estava tudo bem. Ela respondeu que sim. Disse a ele para não se preocupar e esperar. De maneira sútil, lembrou que era proibido evolvimento sentimental na empresa.
Lucas ficou pensativo o resto do dia.
Neste meio tempo, ele recebeu uma mensagem de Márcio pelo ICQ, que dizia: "Fala Lu, tudo bem? Estou mal, cara. Será que poderíamos tomar um chopp depois ao final do dia? Preciso conversar."
Lucas percebeu que seu colega de trabalho estava Off Line. Respondeu afirmadamente através de um e-mail.
Os dois se encontraram às 16h. Patrícia estava em visita. Ambos, avisaram os colegas que iriam sair. Foram com o carro de Lucas para um boteco na Lapa. Conversaram muito sobre futebol e trabalho. Do nada, Márcio inicia um diálogo mais sério:
- Cara, gosto pra caraca de você, meu irmão. Tu és Brother. Lucas apenas balançou a cabeça com um sorriso de agradecimento. - Olha só, estou com um problema, porém, muito sem graça. Resolvi dividir contigo, pois tu és o cara mais responsa que conheço. - completou Márcio.
Lucas já estava ansioso pelo assunto.
- Então Lu, sabe minha namorada? - Sei, a Gláucia. - Então, Bro, na verdade o nome dela é outro. Só que eu não podia falar.
Lucas achou e estranho e ficou curioso. Achou que seu amigo era homossexual.
- Sabe Lucas, eu namoro a Patrícia. Ninguém na empresa sabe. - O que? - Isso mesmo. Já faz um tempão. - Quanto? - Lucas indignado. - quase seis meses. - Puta merda! - Pois é. - E aí - perguntou Lucas - o que rola? - Então, acho que ela - Márcio se aproxima e abaixa a voz) - que ela tá saindo com outro cara. Ela está muito estranha. Lucas fica indignado e com vontade de chorar. E sem dó, solta:
- Porra Marcinho! Cara, tu és muito brother, saca?! Gosto de ti pra caracas. Só que na boa, preciso te contar. - O que Lu, você sabe se ela enfeitou minha cabeça. Lucas ficou angustiado. Seus olhos ficaram marejados. - Porra, eu fiquei com ela. Márcio arregala os olhos e abaixa a cabeça. Lucas continua: - Então, foi no BOBs, antes do jogo. E o pior, ela estava jogando indiretas há muito tempo. Cacete, cara! Ela me deu um beijo e fugiu. Marcinho começou a chorar. - Márcio, por favor, me perdoe. Eu não sabia. - Ninguém sabia - Corrigiu Márcio. - Porra, perdão mesmo. Estou triste. - Beleza, Lucas. Estou com raiva dela. Lucas ficou muito triste com a situação. Narrou toda a história para Marcinho. Sugeriu de ambos falarem com ela na próxima noite. Márcio recusou a idéia.
No final da noite, os amigos se abraçaram. Lucas pediu mais uma vez perdão.
Na manhã seguinte, Lucas sentiu o clima hostil, principalmente em relação à Patrícia. Ele ficou quieto o dia todo. A noite, todos da empresa se encontraram para a festa de Alessandra numa boate da cidade. Lucas, mesmo triste, foi. Encontrou com Marcinho. Os dois se abraçaram. Márcio estava contente e com um copinho de tequila nas mãos. De repente, Patrícia surge, entra no meio dos dois e beija Marcinho com muita vontade. E assim ficam durante a noite toda.
Cláudia e Fernando percebem o abatimento de Lucas. Disseram que já sabiam de tudo. Aliás, Fernando disse que Patrícia fez o mesmo com ele.
Lucas foi embora. Faltou ao trabalho no dia seguinte. No final de semana saiu com amigos e procurou esquecer Patrícia.
Na segunda-feira, resolveu pedir as contas. Falou com sua mãe. Ficou sem trabalhar o restante do ano.
De vez em quando, Lucas saia com Anahi. Em dezembro daquele ano, ele trocou beijos com sua vizinha Anna Paty, que seria protagonista de outra história bizarra envolvendo o garoto.
Escrito por Théo às 18h15
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Capítulo IV
Lucas chegou na empresa atrasado. A vontade dele era continuar em férias. O dia estava maravilhoso no Rio de Janeiro. Uma passada pela praia no horário de almoço não seria má idéia. A empresa ficava na Av. Atlântica. Na janela havia cortinas, afinal ninguém dispensava a vista do mar de Copacabana.
Lucas foi tomar um café e encontrou seu amigo Márcio. Um mestiço, filho de japonês e brasileira, admirado por todos. Muito divertido e calmo. Torcedor fanático do Flamengo.
- E o nosso mengão, heim Marcinho - perguntou Lucas. - Grande Lucas. Porra brother, sentimos sua falta, ai. - É Marcinho, eu também. - A Claudinha falou que temos uma nova gerente. - Só Lucas. A Patrícia. Gente finíssima, mas exigente. - É bonita? - Sei lá, cara. - Porra, deve ser feia, pra tu falar assim. - Sei lá, Lucas.Enfim, vamos tomar um chopinho no almoço? - Pode ser. Pensei em dar um chego na praia. - Vamos a onde? - Cara, olha só, vamos no Leme. A gente pode comer numa barraca. Toma a Brahma e come um camarão. - Aê, Marcinho, beleza. Vou agitar a galera.
Depois do almoço, enfim, Lucas conhece Patrícia. Ao contrário do que mostrou o entusiasmo do Márcio, Lucas achou sua nova chefe muito bonita e charmosa. Uma mulher que vivia com o sorriso no rosto, alta, elegante e cheirosa. Aliás, Patrícia usava o mesmo perfume de Lucas - Carolina Hererra, que ele conheceu através do seu amigo Jota, de São Paulo -, só que nela, talvez pela diferença de pele, ficou bem melhor.
Os dois ficaram em reunião durante toda a tarde. Patrícia era uma profissional séria, cheia de planos e metas. Ambiciosa. Lucas ficou bem impressionado com a inteligência da nova executiva.
A equipe era formada por Patrícia, Lucas, Marcinho, Alessandra, Cláudia, Silvia, França e Fernando. Todos muito bonitos. Nos eventos das empresas, eles faziam mais sucesso do que os modelos contratados.
O clima não poderia ser melhor: Happy Hour todas as tardes. Cinema ou teatro aos finais de semanas, além de jantares na casa de cada um deles.
Patrícia não economizava elogios e carinhos a Lucas. Ele se fazia de bobo. Fingia que não percebia. Alessandra e Silvia comentavam com as demais sobre Lucas: Um garoto reservado e ao mesmo tempo brincalhão. Bonito e sorridente. Lucas era mimado por suas companheiras de trabalho.
Sobre Patrícia, ele não estava empolgado. Na adolescência gostou muito de duas Patrícias, claro, em ocasiões distintas. Mas, não conseguiu se envolver com nenhuma. No início de 1998, ano aterior, ele ficou com uma Patrícia, gaúcha de Passo Fundo, que conheceu numa viagem que fez à Florianópolis. E ainda estava machucado pelo o que aconteceu com Adriana.
Porém, neste meio tempo, Lucas conheceu Anahi. Curitibana, estudante de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que morava num pensionato no bairro do Jardim Botânico, próximo à Rede Globo. Os dois saiam eventualmente, com a ciência mútua de um relacionamento sem compromisso. Os dois gostavam de se beijar. Passavam horas no carro e no Jardim Botânico com beijos cinematográficos e orgias manuais sem fim. Os dois eram virgens e não estavam a fim de transar. Foi um tempo curto, porém lembrado com grande carinho pelos dois.
Sem contar que, no prédio de Lucas, havia uma garota chamada Anna Patrycia, adolescente de 15 anos, apaixonada por lucas. Investia pesado no garoto, nos encontros casuais na piscina, sauna e praia.
Patrícia começou ligar diariamente para Lucas. Começou a falar de trabalho, da empresa. Depois partiu para assuntos pessoais, como briga com namorado, problemas com a família. Numa noite, convidou Lucas para jantar na casa dela. Ele aceitou o convite. Ao entrarem no apartamento, ela falou que pediria pizza. Ofereceu um Black Label para o rapaz e disse que iria tomar uma ducha. Brincou se Lucas não queria ir junto. Ele ficou embaraçado.
O rapaz da Pizza tocou o sino a campanhia. Lucas pegou e pagou com o dinheiro deixado por Patrícia, que gritou do quarto: - Ponha na mesa. Eu já vou!
Ele obedeceu.
Patrícia chegou de cabelo molhado e um camisão - não muito grande. Lucas desviava o olhar.
Os dois comeram e deram muitas risadas. Ela abriu um delicioso vinho tinto doce. Tomou a garrafa quase sozinha. Fez algumas brincadeiras que deixaram seu subordinado sem graça. E às vezes, ela fixava o olhar nos olhos dele e prendia os lábios no dente.
O desejo de Lucas era sumir daquele lugar.
No momento da despedida, Patrícia deu um abraço apertado no rapaz, que sentiu dificuldade para respirar.
Já no carro, Lucas não acreditava no que tinha acontecido. Repetia diversas vezes: - Não Posso me envolver com minha chefe! E o namorado dela? Meu Deus, e o pior, o nome dela é Patrícia. Socorro.
Ao chegar em casa, correu para o banheiro, e durante a ducha, descarregou sua tensão no azuleijo dentro do box.
No dia seguinte, Patrícia deixou uma caixa de BIS na mesa de Lucas, com o seguinte bilhete: - Lu, querido, preciso dizer mais alguma coisa?
Apesar de tão óbvia a mensagem, Lucas não queria entender.
No fim de semana, Lucas saiu para jantar com Anahi. E ainda foi procurado por Anna Paty em seu apartamento. A adolescente queria dicas para tocar violão.
Na segunda-feira, Lucas fugiu de sua chefe. Os rapazes da empresa marcaram um jogo de futebol no campinho do Zico, na Barra da Tijuca. Patrícia procurou Lucas e pediu carona, pois havia deixado o carro em casa.
- Claro, Paty. Vamos embora. A Sylvinha irá conosco. Só vou passar no Bob´s para um lanche rápido, ok?! - Tudo bem. Estou com fome também.
No caminho, Lucas parou no Bob's e se desculpou:
- Olha só, demora muito no Drive Thru. Acho mais fácil pedir lá dentro. Vocês querem algo? - Não, Lu. Obrigada! - Respondeu Sylvia. - Lu, vou querer um Milk Shake de Ovomaltine. Posso ir contigo? - perguntou Patrícia. - Bora!
Os dois entraram na loja e fizeram o pedido. Patrícia quebrou o silêncio após a atendente virar as costas para providenciar o pedido:
- Lucas, me dá um beijo? - Am? - Me dá um beijo!
Ok. Lucas se aproxima e beija o rosto de sua chefe. Patrícia olha fixamente nos olhos de Lucas, sorri e insiste:
- É outro tipo de beijo!
Ela inclina o corpo e se aproxima de Lucas. O coração dele dispara.
Escrito por Théo às 16h23
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Capítulo III
(Procure os capítulos I e II nos POSTS anteriores)
Antes de voltar para o seu apartamento, Lucas, junto com Felipe, resolveram espiar Adriana na piscina pela janela.
- Ela é tudo - comentou Felipe.
Lucas subiu e se arrumou para ir à faculdade.
Adriana, chegou em casa e deixou a toalha e bolsa na área de serviço. Abriu a geladeira, pegou duas fatias de melão e se dirigiu à sala, onde ligou o som e ativou os recados da secretária eletrônica. Voltou para cozinha, deixou o prato e tomou um copo de água. Ligou o gás para tomar uma ducha.
Ao sair do banho, Adriana fez seu ritual de cuidado, com cremes para corpo e cabelo. Ao sentar na cama, mira o bombom em cima da cômoda. Acha estranho. Ao ler o bilete, sorriu com sua imagem rubra no espelho.
Ligou o computador e depois de várias tentativas e rascunhos, mandou um e-mail para Lucas:
Caro Lucas, agradeço suas palavras e chocolate. Muito gentil. Um forte abraço. Obrigada. Adriana Rampazzo.
Ao entrar em seu quarto a noite, enquanto Ana Paula Padrão apresentava o jornal pela TV, Lucas verifica seus e-mails. Ficou feliz com a resposta de sua vizinha, apesar de acha-la um pouco formal.
- É um bom início - pensou o garoto.
No sábado pela manhã, Lucas e Adriana se encontraram na padaria Biruta. Se cumprimentaram; ambos sem graça. Num impulso, lucas comprou mais um Sonho de Valsa, e correu atrás de Adriana.
- Oi, desculpe-me, mas esqueci. Toma. - Puxa, obrigada! - Sabe, posso fazer-te um convite? - Claro. - Então, Adriana, eu e uma turma de amigos iremos à Grumari amanhã. Vai ser super legal. Se você não tiver nada para fazer, venha conosco. - Hum ... - Se não der, sem problema - interrompeu Lucas. - Não, não é isso. Uma amiga ficou de passar em casa. MAs, não está nada certo. Posso te ligar depois? - Sem dúvida. Espere um pouquinho - ele rasgou um pedaço do pacote de pão e escreveu o telefone. - Obrigada!
Entraram no prédio. Lucas abriu a porta do elevador para a garota, que mais uma vez agradeceu. Depois que ela desceu, ele gritou: - Yes!, e mexeu os braços como numa comemoração de gol.
No final da tarde, Adriana, depois de muito pensar, decide aceitar o convite. Interfona para Lucas e confirma presença. Ambos sentem algo estranho na barriga. Adriana fica até tarde para escolher o biquini que irá usar.
Pela manhã, Lucas passa no apartamento de Adriana. O garoto fica admirado com a beleza dela. Com muita classe, na garagem, ele abre a porta do passageiro para ela. Que estranha a atitude cavalheira do rapaz.
Eles encontrarm os demais no estacionamento do Barra Shopping. Adriana, a priori, gostou da turma de seu companheiro.
O dia estava lindo. O tempo em grumari foi deveras proveitoso. Lucas e Adriana conversaram muito. Na volta, depois de despitarem os demais, resolveram esticar até um bar em Botafogo. Conversaram muito e agendaram um cinema para quarta-feira.
Se encontraram muitas outras vezes. Lucas chegou a busca-la na Federal, em Niterói.
Certo domingo, depois de mais uma visita em turma à praia de Grumari, eles resolveram parar para uma cerveja no Recreio. Depois de muita conversa, Adriana pede licença e levanta-se em direção ao banheiro. Demorou um pouco! Lucas achou estranho. Ao voltar, a garota surpreende o rapaz com um pedido:
- Lucas, posso te pedir uma coisa? - Ué, claro! - Posso te dar um beijo?
Lucas arregalou os olhos e falou constrangido: - Uh, demorô !
A partir daí, todas as saídas eram brindadas com muitos beijos. Numa noite, enquanto dançavam num bar no Leblon, Adriana reclamou que Lucas nunca tomava a iniciativa. Ela sempre que começava a beijar o garoto.
A intimidade e a freqüência de encontros aumentou. Ambos, individualmente, pensavam na possibilidade de namoro.
Lucas, pensou em oficializar o relacionamento na noite de natal.
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A pergunta de Adriana deixou Lucas assustado. Porém, era uma brecha perfeita para fazer o pedido de namoro.
Adriana não estava com uma fisionomia agradável. Ela esperava ansiosamente a resposta de Lucas. Ambos queriam namorar e se entregar naquela noite.
Sem graça, Lucas começou seu discurso:
- Dri, o que eu quero de você? Bem, em primeiro lugar quero ser seu amigo ...
Adriana, com um golpe forte, abriu a porta e interrompeu seu interlocutor:
- Chega! De amigos, já estou cheia. Pode sair. - Apontou a porta aberta!
Sem entender, Lucas, em silêncio, atendeu o pedido da garota. Ele iria falar que, em primeiro lugar, queria a amizade de Adriana. E que depois, por gostar dela, achava que deveriam namorar. Não deu tempo.
Lucas ficou sem graça! Dormiu até às 15 horas do outro dia. Adriana não conseguiu pregar os olhos. Permaneceu em vigília durante toda a noite!
Como teria mais um ano de mestrado e talvez mais trÊs de doutorado, Adriana comprou um apartamento na Barra; mudou-se no dia 10 de janeiro. Depois, foi visitar sua família em Maringá, onde ficou até o início das aulas, em março.
Lucas, de férias na faculdade e serviço, viajou com os amigos para Guarapari-ES. Ficou o mês de janeiro inteiro fora. Não se envolveu com ninguém, apesar das muitas oportunidades.
Ao voltar ao Rio e ao trabalho, foi transferido de setor. Conheceu muitas pessoas novas. Especialmente sua nova chefe, Patrícia, um nome que iria tumultuar sua vida.
Escrito por Théo às 16h21
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Capítulo II
(procure o Primeiro capítulo nos POST anteriores)
Adriana não quis atender ao telefone, que chamava sem parar.
Lucas suava demais. Ele estava totalmente envolvido com o clima. Seus braços e pernas tremiam. Seu prazer era intenso, ao ponto de delirar por sentir o corpo de Adriana em sua perna. De maneira súbita, Lucas interrompe o momento:
- Dri, é melhor você atender o telefone. - AM?! - Ela continiuou a beijar a orelha do rapaz. - Dri, pode ser importante, é sério! Contrariada, Adriana busca o telefone em outro cômodo.
Enquanto isso, rapidamente, Lucas arruma as calças, fecha a camisa e coloca o tênis. Antes de terminar, Adriana volta:
- Que foi, Lucas? - Quem era? - Ninguém iportante. Deixa pra lá. - Como assim, Dri? Quem era? - Ninguém, oras. - Sabe, Dri ... Adriana interrompe:
- O que você quer de mim, heim?
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Lucas ficou atônito com a pergunta. Em frações de segundo pensou na melhor resposta. Ele gostava da garota. Apenas achou que estavam muito avançados para o pouco tempo de relacionamento.
Adriana era três anos mais velha que Lucas. Fazia mestrado em Psicologia. Tinha seu carro e apartamento. Era uma mulher independente, apesar da pouca idade. Eles se conheceram no prédio. Lucas gostava de jogar futebol na quadra com outros garotos. Às vezes, depois das partidas, todos pulavam na piscina. Brincavam de "Bomba", com a intenção de molhar as meninas esticadas ao sol. Lucas não compartilhava da bagunça. Sempre educado, chamava a atenção das beldades que ostentavam uma pele sempre bronzeada.
Adriana não dava bola para nenhum garoto. Trazia livro para o deck; não desviava o olhar para nada. Diferente dos rapazes, que não desviavam o olhar dela. Lucas também olhava, claro. Apenas não comentava com os demais.
Certo dia, Roberto, irmão de Adriana, chega ao Rio para passar um final de semana prolongado. Faz amizade com Lucas. Numa noitada nos bares da Lapa, a confissão, num sotaque paranaense:
- Porra Cara, então você é o famosos Lucas? - Como assim, Beto? - Porra, minha irmã te acha lindo. Você e seu irmão.
Todos à mesa vibraram com a confissão. Lucas ficou vermelho. - UHU! GRANDE BROTHER!
Luiz, que estava junto, solta: - Porra Bro, quem diria ?! O Lucas ?!?!
Mudaram de assunto. Porém, aquelas palavras ficaram na mente de Lucas. Nos encontros casuais com Adriana, no elevador, garagem, piscina, padaria, o garoto cumprimentava com um sorriso. E era correspondido.
Lucas, de maneira inédita, resolve agir:
Comprou um Sonho de Valsa na padaria Biruta, amarrou num barbante com um bilhetinho: "Oi. Você é bonita. Vamos sair?. Lucas". Anotou o e-mail. Ligou para o Felipe, amigo que morava no apartamento em cima de Adriana e pediu um favor:
- Fê, belê? É o Lucas. - Fala Mané ... - Então, posso dar uma chegadinha aí? - Pra que, véio? - Depois te conto. - Chega aí!
Lucas entrou no apartamento. Mostrou o bilhete e falou que iria arremessar o bombom dentro do quarto da Adriana pela janela. Felipe gostou da história e repetia que Lucas era xarope.
Depois de duas tentativas, Lucas, pela janela, acertou o quarto de Adriana, que naquele momento estava na piscina. Era só aguardar...
Escrito por Théo às 16h19
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Capítulo I
No natal de 1998, os brasileiros caíam na real sobre a farsa do Real. O controle da inflação foi desmascarado logo após da reeleição do presidente que enganou o povo.
Enquanto isso, num apartamento em São Conrado, bairro carioca, num estilo classe média, aos pés da Rocinha, Adriana atendeu a porta com sorriso sugestivo e provocante. Lucas portava uma garrafa de espumante francês e duas taças de cristal. Os dois resolveram passar a noite de natal juntos. A família do rapaz, de 21 anos, estava em Angra dos Reis; a moça morava sozinha. Fazia mestrado na Universidade Federal Fluminense. A greve impossibilitou a garota de voltar para Maringá-PR, sua cidade.
O beijo não demorou. O calor de dezembro funcionou como afrodisíaco. O clima quente agitava as lingüas que se revesavam entre as bocas e outras partes do corpo. Excitação mútua!
Ela, de saia, pulou com as pernas abertas sobre o colo dele - que poderia perder a virgindade naquela noite. Apesar de não serem namorados, o romance já durava quatro meses.
Adriana era a garota mais bonita e desejada do prédio e da classe. Morena, pela clara e corpo escultural. Diziam que o rosto era parecido com o da atriz Helena Ranaldi.
Lucas tinha uma fama falsa. Era considerado um garanhão pelos seus amigos. Tinha muitas colegas. Vivia rodeado de garotas. Recebia bilhetes apaixonados, presentes e outros mimos. Um cara com estilo "legal": Sorriso sempre presente, engraçado, divertido, inteligente, alto, jeitoso e um pouco atrapalhado. Certa vez, derrubou o cálice de um Padre no momento da comunhão. Apesar de tudo isso, o garoto, apesar de muito extrovertido, era tímido. Talvez por isso suas "colegas" não eram convertidas à amantes. Até aquele momento, ele tinha beijado poucas mulheres - que tiveram iniciativa para agarra-lo.
A respiração de Adriana era forte. Os dois estavam praticamentes sem roupa. Na cabeça dele, o pensamento era de parar, apesar do prazer. Ele considerava o fato de estar sem camisinha; mas no fundo, Lucas estava preocupado com a garota. Tinha medo de transar e não querer olhar mais na cara dela depois de um tempo. A dúvida aumentava e perturbava.
O telefone tocou ...
Escrito por Théo às 16h17
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